junho 22, 2013
mudança

O problema de se criar um blog chamado “numa paragem do 28” é a probabilidade de um dia, por uma razão ou por outra, uma pessoa deixar de morar na proximidade de uma paragem do 28. Foi o que aconteceu. Podia agora criar um novo com algum jogo de palavras com anjos ou coisa que o valha só que, para além de não me ocorrer nada que não seja perfeitamente foleiro, corro sempre o risco de numa futura mudança ter de voltar a remediar a situação. Escolho, portanto, um nome que se adequará à minha pessoa esteja eu onde estiver: O Alvo Sentado. É a tradução literal e meio manhosa de sitting target, sim senhor, no entanto, parece-me a expressão indicada para designar alguém que se presta a escrever coisas (pelo menos, este alguém fá-lo sempre sentado). Já pus o link ali atrás mas, para os mais distraídos, volto a pô-lo aqui.

junho 21, 2013
séries: “quatermass and the pit” de nigel kneale e rudolph cartier

Em nova edição da minha crónica “Em Série” para o À pala de Walsh, debruço-me sobre “Quatermass and the Pit”, assustadora obra de ficção científica que povoou o horário nobre da BBC no final da década de 50 (e deu origem, pelo menos, a uma estrela de rock alienígena). O texto está aqui.

junho 19, 2013
filmes: “em segunda mão” de catarina ruivo

O belíssimo “Em Segunda Mão” de Catarina Ruivo, o último filme com o actor Pedro Hestnes, estreia finalmente em sala. É, provavelmente, a melhor notícia cinematográfica dos últimos meses. A minha crítica aqui.

junho 16, 2013
filmes: “le plaisir” de max ophüls

Amanhã passa um dos filmes mais belos de sempre (e também um dos meus preferidos) - “Le plaisir” de Max Ophüls - na Cinemateca (pelas 22h00). É ver, rever e voltar a ver. Se, entretanto, quiserem ler algo sobre o dito, encontram aqui o meu modesto texto.

junho 13, 2013
filmes: “casa de mi padre” de matt piedmont

O tipo de humor de Will Ferrell, fundado no “Saturday Night Live” (o cómico foi membro do elenco durante vários anos), tanto resulta bem como resulta muito mal (sempre no limite do suportável, talvez resulte mais vezes muito mal). “Casa de mi Padre”, uma paródia aos exageros das telenovelas mexicanas, é dos resulta muito mal, uma comédia sem qualquer piada. A minha crítica aqui.

junho 8, 2013
livros: “fever pitch” de nick hornby

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O fim de época do Benfica deu-me para, muito masoquisticamente, me obcecar por futebol. Uma febre a qual, felizmente, já baixou de temperatura (voltará a subir quando a pré-época arrancar, presumo) mas, algo pateticamente, me levou a ver alguns filmes sobre a temática. Não há muitos (a maioria é inglesa) e geralmente não são muito recomendáveis. Um ou outro safa-se. Um deles, o de que mais gostei talvez, até porque retrata uma verdadeira obsessão (em comparação, a minha é “a brincar”), foi “Fever Pitch”, em que Colin Firth, de cabelo aos caracóis e casaco de cabedal (podia ser eu há uns anos; agora, estou careca, já não uso “aquele” casaco de cabedal e deixei crescer a barba), interpreta um fanático do Arsenal, uma versão de Nick Hornby, que assina o argumento baseado no seu livro homónimo. O filme e o livro diferem muitíssimo: é engraçado como o argumento tem muito mais a ver com “High Fidelity”, romance que Hornby editara dois anos antes (“Fever Pitch”, o filme, é de 1997) e conheci como “Alta Fidelidade” (um dos livros da minha vida), do que com o livro que lançou a carreira do escritor inglês. Nick Hornby, um escritor falhado até então, só alcançaria o sucesso com as suas memórias de sofredor adepto de futebol, ou melhor, de sofredor adepto de um grande clube que raramente ganha (consigo compreender a sensação). Mesmo com o seu treinador mais bem sucedido de sempre, Arsène Wenger, o Arsenal não ganha título algum há mais de sete anos. Nada comparado com os dezoito anos que ficou sem vencer o campeonato, até à noite de 1989 em que Michael Thomas (sim, esse que jogou no Benfica) marcou um golo nos descontos em Anfield Road, garantido a vitória por 2-0 contra o Liverpool e o título. Em “Fever Pitch”, Hornby descreve essa longa agonia mas, sobretudo, as suas idas e vindas como adepto do Arsenal, desde que o pai o levou a Highbury pela primeira vez (o futebol foi a única ligação que encontraram, depois de este ter saído de casa), passando pela sua constante presença nas desconfortáveis bancadas de diversos estádios ingleses (sempre de pé, com pouca visibilidade para o relvado e sujeito a todo o tipo de intempéries), o hooliganismo (e as grandes tragédias: Heysel e Hillsborough), as superstições, a crença de que sua vida estava directamente ligada à do clube, que os seu falhanços eram provocados pelos dos jogadores, até à euforia da conquista do campeonato (repetida em 1991). Claro que, quando Hornby escrevia o seu livro, entre 91 e 92, já o Arsenal se auto-destruía. Uma das maiores derrotas dessa altura foi contra o Benfica em casa, para a Liga dos Campeões (o jogo em que Isaías marcou dois grandes golos). Este texto tinha de acabar onde começou. 

junho 6, 2013
filmes: “searching for sugar man” de malik bendjelloul

"Searching for Sugar Man" estreia em Portugal quatro meses depois de ganhar o Óscar de Melhor Documentário, quando boa parte dos interessados já viu o filme sobre a procura do obscuro músico Sixto Rodriguez e o elevou a algo mais do que me parece que é. A minha crítica aqui.  

junho 3, 2013
optimus primavera sound 2013

Quinta-feira lá fui de mala aviada para o Porto, onde, no belíssimo Parque da Cidade, decorreu o Primavera Sound versão portuguesa. Foram três de boa música e de uma louca no quarto ao lado da pensão que não parava de clamar por lençóis limpos (com alguma razão no meio da maluquice). A minha reportagem divide-se em três: a do primeiro dia, a do segundo e a do terceiro. Mas também consigo resumir a coisa em três palavras: My Bloody Valentine.

maio 31, 2013
raoul walsh: o nascimento de um cineasta

Finalmente, a minha contribuição para o Dossier "Raoul Walsh, Herói Esquecido" no À pala de Walsh, com um texto sobre os primeiros anos da vida do realizador americano, vistos à luz da sua obra, que encerra com um coelho a saltar para o vidro da frente do carro, o verdadeiro autor da pala de Walsh. “Raoul Walsh: o nascimento de um cineasta” pode ser lido aqui.

maio 22, 2013
filmes: “the loneliest planet” de julia loktev

Um filme vápido sobre o fim do amor, “The Loneliest Planet” mascara-se de subtil e minimalista mas, pelo menos, de subtileza tem pouco. É pena, pois o tema do filme pedia uma mão mais segura e menos pesada do que a de Julia Loktev (mesmo que mais obsessiva). A minha crítica aqui.

maio 16, 2013
filmes: “rabbit hole” de john cameron mitchell

A estreia de “Rabbit Hole” em Portugal dá-se com três anos de atraso e provavelmente irá passar despercebida, o que é uma pena. Mesmo não sendo um grande filme, a mais recente obra de John Cameron Mitchell, muito bem escrita e interpretada, merecia mais. A minha crítica aqui.

maio 14, 2013
A tradução do Carlos Natálio de “Raoul Walsh et moi”, belíssimo texto de Louis Skorecki, a primeira em português (de Portugal, que os brasileiros, nestas e noutras coisas, são bem mais avançados do que nós), inaugura o Dossier "Raoul Walsh, Herói Esquecido" no site À pala de Walsh (a nossa necessária e justa homenagem ao cineasta que nos deu o nome e a pala). Para mim, é o grande acontecimento cinéfilo do ano português (e não só, e não só). Nem se pode falar de imodéstia da minha parte, já que a minha contribuição se reduz a um texto (que ainda tenho de acabar, ai preguiça!). Os louros vão todos para o Luís Mendonça que organizou o dossier e para todos os que contribuíram (aqui incluo-me mas tem de ser).

A tradução do Carlos Natálio de “Raoul Walsh et moi”, belíssimo texto de Louis Skorecki, a primeira em português (de Portugal, que os brasileiros, nestas e noutras coisas, são bem mais avançados do que nós), inaugura o Dossier "Raoul Walsh, Herói Esquecido" no site À pala de Walsh (a nossa necessária e justa homenagem ao cineasta que nos deu o nome e a pala). Para mim, é o grande acontecimento cinéfilo do ano português (e não só, e não só). Nem se pode falar de imodéstia da minha parte, já que a minha contribuição se reduz a um texto (que ainda tenho de acabar, ai preguiça!). Os louros vão todos para o Luís Mendonça que organizou o dossier e para todos os que contribuíram (aqui incluo-me mas tem de ser).

maio 8, 2013
séries: “lucky louie” de louis c.k.

Antes do sucesso dos specials “Chewed Up” e “Shameless” e de “Louie”, Louis C.K., apesar dos longos anos como stand-up comedian e escritor em variados programas de televisão, era mais um comedian’s comedian, com um percurso recheado de grandes fracassos. O último deles foi a série “Lucky Louie”, o ponto de viragem na carreira do cómico americano e o tema da nova edição da crónica “Em Série”. A ler aqui.

maio 7, 2013
livros: “ziggyology: a brief history of ziggy stardust” de simon goddard

Há trabalho que não é trabalho, ler e escrever sobre o excelente “Ziggyology: A Brief History of Ziggy Stardust” foi puro prazer. Espero ter feito justiça ao genial pedaço de escrítica pop que é o livro de Simon Goddard. A minha crítica aqui.

abril 29, 2013
indielisboa’13: o rescaldo

E a cobertura À pala de Walsh do IndieLisboa termina com um rescaldo escrito por mim, não sem antes que eu deixe o meu top 5 (um bocado aldrabado, porque na verdade tem sete) dos filmes passaram por lá, lista feita a pedido do Luís Mendonça, que cobriu o festival comigo (salvo seja), ao mesmo tempo que o fazia para o seu blog CINEdrio.

1 - Trilogia Paradies de Ulrich Seidl
2 - “Frances Ha” de Noah Baumbach
3 - “Leviathan” de Lucien Castaing-Taylor e Véréna Paravel
4 - “Ma belle gosse” de Shalimar Preuss
5 - “Public Hearing” de James N. Kienitz Wilkins

O Luís, depois, compilou os tops de outros bloggers numa lista que representa a blogosfera cinéfila que seguiu o IndieLisboa.

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