
Depois da shameless self-promotion de ontem, a promoção do trabalho de amigos, que não é menos desavergonhada mas fica menos mal (aviso à navegação: vem aí pelo menos mais uma esta semana). Já tinha escrito sobre os Alucina aqui e aqui, no entanto deixei o novo EP, “Cassete no Interior”, para mais tarde, até para que pudesse conviver com ele algum tempo. Adianto desde já que o disco resistiu muito bem às múltiplas audições, quer dizer, é fácil apoiar, por palavras e presenças em concertos, uma banda de amigos, mais difícil, se calhar, é gostar mesmo dela, ouvi-la constantemente por puro prazer. O primeiro elogio que faço a esta música é mesmo esse: não é qualquer tipo de esforço ou sentimento de culpa que me leva a ela, e é provável que, ainda que não conhecesse estes gajos de lado nenhum, os estivesse agora a ouvir (como estou). Esmiuce-se o EP: “Vaivém” seria o single perfeito, muito orelhuda e redondinha, revoltada e enérgica, não fosse a ainda mais orelhuda e perfeito single “Cassete no Interior”, que no mundo ideal já andaria, bem literalmente, pelas bocas de toda a gente, em “Perigo Tóxico”, encontra-se na sua quase pura essência o pára-arranca esgrouviado tão próprio dos Alucina, “Locutor de Rádio Nocturno” põe o pé no travão, preferindo um ambiente condicente ao seu título e umas rimas à beira do surrealismo, diferentes do realismo desensombrado das restantes canções, depois os Alucina aceleram até ao horizonte, com “De Vez Em Quando” e “Deserto da Paz”, num final perfeitamente feliz.
O EP “Cassete no Interior” pode ser encomendado no formato físico através do mail da banda alucinalx@gmail.com (custa 7,50 euros + portes de envio) ou comprado em formato digital na loja do iTunes (e aí, para além da aquisição ser mais fácil, custa menos de seis euros, uma pechincha).
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