setembro 23, 2012
à pala de walsh #5

Numa semana mais movimentada, assino três textos: uma reportagem da Master Class de Dario Argento no MOTELx; uma entrevista a Julien Maury, co-realizador do excelente “À l’intérieur”, que veio apresentar o novo “Livide” também ao MOTELx; e a crítica ao surpreendente “Shekarchi”/”Ali - O Caçador”, de Rafi Pitts. De destacar ainda no À pala de Walsh a antevisão do Queer Lisboa (que começou na passada sexta-feira) pelo Ricardo Vieira Lisboa, mais uma colaboração que me apraz muito, a do João Palhares, que analisa o Donen-Kelly “It’s Always Fair Weather” para a rubrica Recuperados, e a análise do Luís Mendonça e do Carlos Natálio ao Plano Nacional de Cinema

Para a semana, haverá uma surpresa (um bocado) parva à volta de um dos maiores sucessos da última estação (uma pista: é português).

setembro 16, 2012
à pala de walsh #4

Esta semana escrevi apenas uma crítica, sobre “Une vie meilleure” de Cédric Kahn, que estreou quinta-feira. Também dei a minha perninha nos nossos textos do MOTELx (que vão continuar mais uns dias, incluindo uma entrevista ao realizador Julien Maury e uma reportagem à Master Class que Dario Argento deu hoje na sala grande do São Jorge). Uma semana calminha, portanto.

novembro 23, 2011
clássicos esquecidos: l’ucello dalle piume di cristallo

Aproveitando o ensejo do ciclo Giallo no My One Thousand Movies, vi pela primeira vez “L’Ucello Dalle Piume di Cristallo” (que está disponível no dito blog), a primeira longa-metragem de Dario Argento que em português se chamaria ”O Pássaro com Plumas de Cristal” (não sei se alguma vez se chamou), uma autêntica revelação. Já tinha visto outros filmes do realizador italiano, “Profondo Rosso” impressionou-me sobremaneira, ainda assim, um tal concentrado de prazer visual e auditivo surpreendeu-me: se eu fosse um desenho-animado japonês teria fitado a cena em que o protagonista assiste a uma tentativa de homícidio através de uma montra de uma galeria de arte de olhos esbugalhados (mesmo não sendo, acho que fiquei). Toda a gente sabe e repete que Brian De Palma é o seguidor (alguns dizem copista) de Hitchcock, mas o pós-Hitchcock (De Palma também) começou aqui, nos italianos, no Giallo, em Argento — o cinema-cinema, o cinema puro; das imagens luxuriantes, em que importa mais a exuberância do movimento de câmara do que a consistência da história, em que importam mais os múltiplos estímulos aos olhos e aos ouvidos do que possíveis erros de raccord; dos sons usados dramaticamente (esse “pormenor” tantas vezes esquecido ou desbaratado); da música em contra-ponto com a narrativa, no caso a de Ennio Morricone. Pois, se olhos do protagonista (e dos espectadores) são bem enganados, apesar de tudo verem, nessa genial cena, o mistério acaba desvendado pelo barulho de uns certos pássaros. No Giallo, para além da do mestre inglês, pairará ainda, porventura, a influência de Michelangelo Antonioni, e não só o de “Blow Up”. Nas imagens mentirosas de “L’Ucello…” ela também se nota. Contudo, o cinema de Argento, pessoalíssimo logo na estreia, não é apenas a súmula das suas influências, é o deslumbre total, é Cinema. 

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